quinta-feira, 29 de julho de 2010

Cama.

Nesse momento existem três telas na minha faixa de visão. Primeiro, o notebook, me encarando fria e intensamente, cobrando que eu escreva alguma coisa qualquer e sempre me empurrando para algum vídeo tosco na internet. Mais longe, a televisão, desligada, implorando que eu assista "A lagoa azul" ou "Esqueceram de mim 1852" pela milésima vez na sessão da tarde. Por último, a mais bonita: a janela. Todas querendo me "emburrecer", menos ela. O céu está azul com um salpicado de nuvens bem leves, daquelas que indicam chuva em poucos dias. O caquizeiro está sem folhas, mas parece feliz assim, mais leve talvez. A balança, há tempos parada, cuida de alguma planta que lhe sobe aos pés.
A janela me pede para sair, ir viver a vida que me espera lá fora. Mas só à primeira vista. Depois enxergo as grades e, pronto, está tudo estragado. Malditas grades em todo lugar.
Fecho a cortina e os olhos. Tudo isso me faz doer a cabeça.

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